Governo regional “não agiu bem” face à contaminação de combustível no Aeroporto da Horta

Governo regional “não agiu bem” face à contaminação de combustível no Aeroporto da Horta
2012-08-10
Notícia lida 442 vezes

 
O PSD/Açores criticou hoje a atuação do governo regional “face à contaminação do combustível que, desde quarta-feira, impede o reabastecimento dos aviões que venham operar ao aeroporto da Horta”, uma situação “que já se verificou, em julho de 2009, e posteriormente também nos aeroportos de Ponta Delgada e de Santa Maria, sendo estranho que nunca se tenham apurado as causas dessas ocorrências, das quais também não se apuraram responsabilidades”, disse o deputado Jorge Costa Pereira.
 
Assim, e num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social-democrata quer saber se o governo considera normal “a frequência com que estes problemas de contaminação de combustível para a aviação estão a ocorrer nos Açores”, e que medidas foram tomadas para que “não só fossem apuradas responsabilidades, mas para que as mesmas sejam do conhecimento público”, questiona.
 
“Esta nova ocorrência acontece em plena época alta do turismo, e vem penalizar de forma significativa as ligações da Horta com Lisboa, uma vez que os passageiros são sujeitos aos incómodos e às demoras de escalas técnicas não previstas em ligações que deveriam ser diretas”, sublinha Jorge Costa Pereira, lembrando que “o problema acarreta custos acrescidos às transportadoras, pois têm de enfrentar as despesas dessas mesmas escalas”, explica.
 
O deputado diz “não entender” que, “ao contrário do que aconteceu com uma situação semelhante no aeroporto de Ponta Delgada – em 2009 -, quando o governo regional rapidamente disponibilizou o navio “Eberhart Essberger” para ajudar a resolver o problema, a ajuda agora anunciada em comunicado se tenha limitado a disponibilizar as estruturas instaladas no aeroporto do Pico, para assegurar o rápido abastecimento das aeronaves”, refere
 
“Obviamente, o governo já saberia que elas não estão ainda operacionais, pelo que fazer isso e nada, foi exatamente o mesmo para a rápida resolução do problema”, critica Jorge Costa Pereira, que considera “estranho” o facto de, “aparentemente, só ontem o governo tenha tido conhecimento de que o parque de combustíveis do aeroporto do Pico não está operacional”, reforça o parlamentar.
 
No mesmo requerimento, o social-democrata pretende aferir se, “na referida situação de contaminação verificada em 2009, no aeroporto de Ponta Delgada, a SATA foi ressarcida pela GALP pelos acréscimos de custos que a mesma situação provocou. Se assim aconteceu, queremos conhecer os valores dessa compensação”, concluiu.