Presidente do Governo Regional destaca papel pioneiro da região no aproveitamento de energias renováveis

Presidente do Governo Regional destaca papel pioneiro da região no aproveitamento de energias renováveis
2012-08-09
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O presidente do Governo dos Açores, Carlos César, destacou hoje o papel “pioneiro” da região no aproveitamento das energias renováveis, que deverão representar "a curto prazo" mais de metade da produção de eletricidade no arquipélago.

“Podemos afirmar que, a curto prazo, teremos capacidade para ultrapassar os 50 por cento de penetração de energias renováveis na produção de energia elétrica global nos Açores”, afirmou Carlos César, na cerimónia de assinatura de um acordo entre a Eletricidade dos Açores (EDA) e a empresa alemã Younicos na área das energias renováveis.

Na sua intervenção, Carlos César recordou que, em 2011, as duas centrais geotérmicas de S. Miguel representaram 22 por cento da energia elétrica produzida nos Açores, salientando que este valor deverá subir para os 35 por cento com a ampliação da Central do Pico Vermelho e a entrada em funcionamento do projeto geotérmico do Pico Alto, na ilha Terceira.

Relativamente à energia eólica, salientou que, em 2013, deverá ter capacidade para assegurar 10 por cento do total da eletricidade produzida nos Açores, acrescentando que outros oito por cento serão assegurados com a entrada em funcionamento das duas centrais de incineração que serão construídas em S. Miguel e na Terceira.

Para o presidente do executivo regional, “existindo, como existem, nas ilhas dos Açores diversas possibilidades de aproveitamento de recursos energéticos endógenos, com destaque para a geotermia, mas também para a energia eólica e solar, importa encontrar as soluções técnicas que permitam integrá-las em maiores percentagens na composição da produção” de eletricidade.

Nesse sentido, destacou a importância do projeto que vai ser desenvolvido pela empresa alemã Younicos na ilha Graciosa, num investimento de 25 milhões de euros, que prevê a utilização de baterias para armazenar a produção de energia nos períodos em que é excedentária.

“As baterias têm a vantagem de responder instantaneamente às variações da rede provocadas pela intermitência das fontes renováveis de energia e da demanda”, frisou Carlos César.

Para o presidente do Governo dos Açores, o projeto que vai ser desenvolvido na Graciosa, que prevê assegurar 70 por cento do consumo de eletricidade desta ilha em 2014, permitirá demonstrar a viabilidade técnica e económica da utilização de baterias para aumentar a penetração de energias renováveis.

 

FR.

 

Lusa