Hospital de Ponta Delgada reabriu hoje Unidade de Neonatologia

Hospital de Ponta Delgada reabriu hoje Unidade de Neonatologia
2012-08-08
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O Hospital de Ponta Delgada, em S. Miguel, nos Açores, anunciou hoje a reabertura da Unidade de Neonatologia, que esteve encerrada durante 10 dias devido ao aparecimento de uma bactéria que contaminou sete bebés.

"De acordo com as orientações vigentes na instituição para a profilaxia da infecção cruzada por 'Acinetobacter Baumanii', foram efectuados todos os procedimentos adequados à situação", refere um comunicado divulgado pelo Conselho de Administração do Hospital de Ponta Delgada, anunciando a reabertura daquela unidade especializada.

A Unidade de Neonatologia, a única valência do género nos Açores, encerrou a 30 de julho devido à existência da bactéria 'Acinetobacter Baumannii', detetada a 21 de julho.

Para a administração desta unidade hospitalar, a vigilância epidemiológica ativa das infeções é a actividade mais importante da Comissão de Controlo de Infecção do Hospital, assegurando que "a segurança do doente é uma prioridade".

Durante o encerramento da unidade, as mulheres entre as 28 e 31 semanas de gravidez, cujos bebés os médicos entenderam que poderiam necessitar de cuidados intensivos neonatais, foram encaminhadas para hospitais no continente.

O diretor do serviço de Pediatria do Hospital de Ponta Delgada, Carlos Pereira Duarte, afirmou, na altura, que "a bactéria existe há, pelo menos, dois a três anos" neste hospital, frisando que "não têm sido tomadas as devidas providências", o que foi rejeitado pela administração hospitalar.

A Unidade de Neonatologia foi criada no Hospital de Ponta Delgada há 24 anos para cuidar dos recém-nascidos prematuros ou com complicações, contando com seis médicos a tempo inteiro.

A 'Acinetobacter Baumannii' é um micro-organismo que resiste a vários antibióticos e que aparece com alguma regularidade em ambiente hospitalar, sendo transmitido por contacto com as mãos e objetos ou através dos equipamentos de assistência ventiladora.

RME.

Lusa

(Foto: Direitos Reservados)